Jon Jones abriu o coração sobre um dos capítulos mais frustrantes de sua trajetória no octógono. O ex-campeão dos meio-pesados e dos pesos-pesados admitiu que não ter lutado no UFC Freedom 250, evento histórico realizado nos jardins da Casa Branca em 14 de junho de 2026, ainda o incomoda profundamente. Aos 39 anos, ele reconhece que perdeu uma chance única de marcar seu nome em um palco sem precedentes na história da organização.
Uma oportunidade que escapou
Antes da realização do card, o nome de Jones chegou a ser associado a um possível confronto contra o brasileiro Alex Pereira, o Poatan, numa luta que reuniria dois dos lutadores mais conhecidos do UFC em uma noite histórica. A combinação, porém, nunca saiu do papel. O presidente da organização, Dana White, manifestou publicamente dúvidas sobre a confiabilidade de Jones, enquanto divergências em torno dos termos financeiros do acordo também pesaram contra a negociação. Segundo o próprio lutador, sua equipe chegou a participar de conversas, mas a proposta apresentada pelo UFC ficou aquém do esperado.
Sem Jones no card, o UFC seguiu em frente com uma disputa de seis lutas, destacando o confronto entre Alex Pereira e Ciryl Gane pelo cinturão interino dos pesos-pesados. Gane venceu o brasileiro e depois se consagrou campeão indiscutível da categoria. Ainda assim, a ausência de Jones permaneceu como um dos temas mais comentados em torno do evento.
"Uma das poucas noites em que pensei: eu deveria estar lá"
Em entrevista ao programa The Schmo, Jones foi direto ao descrever o peso daquela ausência. "Foi uma das poucas noites da minha carreira em que fiquei pensando: 'Eu deveria estar lá'", declarou. E completou: "Normalmente não me arrependo das minhas decisões, mas não ter participado do evento na Casa Branca foi um dos grandes arrependimentos da minha vida."
Apesar da frustração, o ex-campeão fez questão de relativizar o episódio diante do conjunto de sua carreira. "Mas, se eu nunca mais lutar, acho que vou estar muito feliz com o que conquistei", afirmou. A fala resume bem o momento atual de Jones: orgulhoso do legado construído, mas incomodado por ter ficado de fora de um capítulo que considerava especial.
O possível fim de carreira contra Miocic
Jones não compete desde novembro de 2024, quando derrotou Stipe Miocic por interrupção no terceiro round, no Madison Square Garden, em Nova York, pelo UFC 309. Aquela luta teve contornos emocionais fortes: seu pai e seu irmão, já falecido, estavam presentes, assim como Donald Trump, então presidente eleito dos Estados Unidos. Ao refletir sobre aquele momento, Jones chegou a sugerir que pode ter sido sua despedida do octógono. "Eu realmente acredito que aquele foi meu último momento dentro da jaula", disse ao The Schmo.
O contraste entre o orgulho pela vitória sobre Miocic - um dos maiores campeões pesos-pesados da história do UFC - e a frustração por não ter lutado na Casa Branca ilustra bem o momento de reflexão vivido por Jones, um dos lutadores mais dominantes já vistos no MMA.
Combate esportivo no fim de semana
Enquanto a carreira de Jones segue indefinida, os fãs de esportes de combate têm programação garantida neste sábado, 17 de outubro, com três eventos transmitidos pelo DAZN nos territórios onde estiverem disponíveis:
- OKTAGON 95: Patrik Kincl enfrenta Dominik Humburger em Karlovy Vary, na República Tcheca, em duelo eliminatório pelo cinturão dos pesos-médios.
- Fightstar Championship 38: o brasileiro Alan Silva encara Haider Khan em Manchester, pelo cinturão interino dos meio-pesados, com transmissão gratuita no DAZN.
- RWS 217: Samingdet Nor.Anuwatgym duela com Kiewpayak Jitmuangnon no Estádio Rajadamnern, em Bangkok, pelo cinturão interino dos pesos-leves do muay thai.
São eventos que mantêm viva a efervescência do circuito de esportes de combate, mesmo enquanto um dos seus maiores nomes, Jon Jones, segue sem data marcada para retornar ao octógono.